Lideradas pelas dirigentes do Coletivo de Mulheres do
MPS – Movimento Popular Socialista - MPS FEMINISTA-, milhares de mulheres
socialista do PSB e de outros partidos, além de dezenas de movimentos sociais
preparam um 08 de março diferente e sui generis no Brasil.
Milhares delas farão um jejum no 08 de março começando
as seis (06.00 hs) da manhã até as seis da tarde (18.00hs) num gesto simbólico
de protesto contra o governo Bolsonaro e de solidariedade as mais de 250 mil
mortes pela pandemia do coronavírus, e de defesa pela aplicação da vacina e a
volta do auxílio emergencial de R$ 600,00.
MPS Feminista realizará
diversas atividades durante o mês de março em homenagem a mulher e em protesto
ao governo Bolsonaro.
Dentre as atividades a se
realizarem estão previstas a abertura oficial do mês de luta das mulheres do
MPS no dia 08 de março próximo, com todas as mulheres que desejarem aderir ao
movimento realizarem o jejum; o lançamento de livros e revistas com textos
sobre a luta das mulheres e os movimentos feministas, além do lançamento de um
CD com músicas de protestos gravadas por várias cantoras nacionais e
internacionais e um DVD com vídeos e documentários sobre a luta das mulheres e
sua história.
Acontecerá também nas semanas
seguintes durante o mês de março palestras e debates, mostra de cinema político,
recrutamento de militantes para a causa feminista e a realização de um curso de
formação política para as mulheres do MPS com o tema Feminismo e Militância e
uma Oficina de Debate com o tema: Concepção Marxista do Feminismo.
Outra atividade desenvolvida
pelas vereadoras do PSB militantes do MPS serão sessões especiais pelo Dia
Internacional da Mulher nas câmaras municipais de vereadores onde as mesmas
farão discursos e palestras. O MPS elegeu quatro vereadoras dentre os vinte que
o segmento elegeu no país.
As principais líderes do
movimento e que compõem a coordenação geral do MPS FEMINISTA, e congrega mais
de quinhentas mulheres do MPS no país, são a líder sindical e assistente social Thaisa Dayane, Coordenadora do
Núcleo de Base Camponesa e de Comunidades Rurais do MPS, e também Secretária Geral da CONTAG e uma das
organizadora da Marcha das Margaridas; a
jornalista, publicitaria e midiativista Bia Cardoso, líder feminista e
ex-suplente de senadora do Pará, conhecida por seu elogiado trabalho social
quando foi Primeira Dama de Marabá e seu apoio a luta das mulheres sem-terra e
camponesas da região sul do Pará.
Lideram o
movimento também as quatro parlamentares do MPS FEMINISTA, recentemente eleitas pelo PSB, dentre elas a vereadora Dani Martins, agricultora
familiar e Coordenadora do MPS Feminista
de Mato Grosso do Sul; a vereadora
Carmem Fontoura, empresária, líder comunitária e Coordenadora Estadual do MPS FEMINISTA no Rio Grande do Sul; vereadora Janaina Ramos, pedagoga,
professora, líder comunitária e também Coordenadora
do MPS FEMINISTA no Piauí; vereadora
Professora Damiana, líder comunitária e subcoordenadora do MPS FEMINISTA em Rondônia.
Outras líderes do MPS
FEMINISTA envolvidas no apoio as atividades de defesa das mulheres e na
organização do 08 de março que levará milhares de mulheres socialistas à luta
são Almezinda Moura, Líder Comunitária
de Belo Horizonte; Solange Soares
também líder comunitária e uma das principais líderes dos movimentos sem-teto
que ocuparam por seis meses o Hotel Palace em Brasília quando foram despejadas
pela PM; a líder sem-terra, Andreza
Oliveira Coordenadora do MPS FEMINISTA no DF; e ainda a historiadora e
professora Giovana Marques, MPS /
Paraíba; a assistente social Paula
Ituassú, do MPS de SP; a geógrafa Laura
Rúbia, ativista dos movimentos camponeses e coordenadora do MPS FEMINISTA
em Goiás; e ainda a advogada de movimentos sociais Eliani Carvalho, Coordenadora Estadual do MPS FEMINISTA do Pará.
Dentre centenas de outras líderes feministas do MPS em diversos estados do
país.
O MPS FEMINISTA está organizado nos vinte e sete
estados do país.
As dirigentes do MPS
FEMINISTA citadas acima, que também formam a coordenação nacional do Coletivo
afirmaram existir entre 500 a 600 militantes feministas do MPS espalhados nos
27 estados, mas que a partir de hoje começam a articular e angariar a poio e
adesões para o JUJUM pela vacina e o auxílio, além da homenagem aos mais de 250
mil mortos.
Muitas sindicalistas
camponesas, líderes comunitárias, professoras e estudantes, dentre outras, que formam a base social do MPS FEMINISTA,
estão se reunindo nos estados e participando de reuniões com os demais partidos
de esquerda para atividades conjuntas e unificadas no 08 de março e agora com a
decisão do jejum esperam o apoio e a participação das mulheres do PSB
distribuídas nos seis outros segmentos sociais do partido e nos mais de dois
mil municípios onde o partido esta organizado.
O Movimento Popular Socialista – MPS, é o segmento
mais ideológico e considerado mais à esquerda dentro do PSB.
É liderado nacionalmente pelo ex-guerrilheiro, hoje ativista
dos direitos humanos e pela paz mundial, historiador, filosofo e escritor
Acilino Ribeiro, que é coordenador nacional do segmento e exerce grande
influência nacional sobre diversos movimentos sociais e grupos estudantis em
universidades devido a sua atuação como advogado destas organizações populares
e sua atividade acadêmica como professor universitário. AGNOT – MSF – 01.03.21
– KS/OB

Fonte/Fotos: MPS | * Karina Shutzer e Olga Bernardino
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